Mata-Mata

ART 1º – Serão usadas uma bola branca, identificada por “tacadeira”, e quatorze bolas coloridas numeradas de 1 a 14, que serão consideradas como divididas em dois grupos:
a.das bolas de números ímpares e,
b.das bolas de números pares.

ART 2º – Para a saída da partida as bolas numeradas serão agrupadas, unidas entre si com formato de “triângulo”, tendo a sua “base”, com 5 bolas, voltada para a tabela superior, e o vértice oposto, sem uma bola, posicionado sobre a marca superior. A tacadeira será colocada na sua marca.

ART 3º – A saída da primeira partida de um jogo será decidida por sorteio, e quem ganhar escolherá qual jogador sairá. As saídas das partidas seguintes serão de direito do vencedor da partida imediatamente anterior, podendo jogar ou passar a saída.

ART 4º – Marca superior é aquela coincidente com o ponto de cruzamento de duas linhas imaginárias que unem respectivamente as caçapas de números 2 e 4 e as 3 e 5. A marca da tacadeira é coincidente com o ponto de cruzamento das linhas que unem as caçapas 1 e 5 e as 2 e 6. Tabela superior é a situada entre as caçapas 3 e 4 e tabela inferior é a localizada entre caçapas as 1 e 6 (Considere os números das caçapas como usado nas nossas regras oficiais).

ART 5º – Salvo nas saídas de partidas e nas jogadas evidentes ao árbitro, serão cantadas:
a.a bola e a caçapa visadas;
b.os repiques e tabelas usados para obter desvios nos deslocamentos de bolas.

ART 6º – Nas jogadas claramente evidentes ao árbitro os jogadores estão desobrigados das cantadas. Entretanto:
a.considerar se existe ou não a evidência em uma tacada é de competência e decisão exclusiva do árbitro do jogo que, se entender que não ocorria, para a caçapa e/ou para a bola visada, determinará falta técnica do jogador;
b.opor-se ou questionar a decisão do árbitro determina enquadramento como falta grave, encerrando o jogo com vitória do oponente;
c.julgando conveniente, o árbitro, ou o adversário por meio deste, podem questionar o jogador sobre qual será a sua intenção na tacada;
d.não existe evidência para desvios das bolas, originados por toques em tabelas e repiques não cantados previamente.
ART 7º – A primeira bola encaçapada na saída identificará o grupo de bolas de domínio do jogador ativo, ficando o outro grupo de domínio do adversário.
§ primeiro – Se forem encaçapadas duas ou mais bolas de grupos diferentes, o jogador ativo escolherá qual grupo será de seu domínio, declarando a opção antes da tacada seguinte, e nenhuma das bolas volta ao jogo.
§ segundo – Não converter nenhuma das bolas na tacada de saída, faculta ao adversário escolher o grupo que será de seu domínio, declarando a opção antes da tacada seguinte, a partir das posições resultantes.
§ terceiro – Ocorrendo suicídio na tacada de saída, encaçapando ou não outra(s) bola(s), a jogada passa para o adversário, que jogará com a tacadeira na sua marca e terá o direito de identificar por escolha o seu grupo de domínio, jogando com as bolas numeradas nas posições resultantes. As bolas encaçapadas, do grupo não escolhido, portanto do oponente, voltarão ao jogo.

ART 8º – Identificados os grupos dos jogadores, cada um deverá praticar as tacadas seguintes atingindo primeiramente uma das bolas do grupo de seu domínio, tendo por objetivo encaçapar regularmente uma ou mais do próprio grupo.

ART 9º – Encaçapando regularmente uma bola, o jogador continua com direito à ação da tacada. Perderá esse direito, passando-o ao seu adversário, o jogador que:
a.cometer falta;
b.não encaçapar bola e/ou;
c.encaçapar bola que não seja do seu grupo.

ART 10º – Quando em caçapa cantada previamente, são válidas as bolas do próprio grupo encaçapadas “por telefone”, em tacada realizada na bola identificada como visada, mesmo com ação de qualquer outra bola entre elas.

ART 11º – A partida terminará quando:
a. o considerado vencedor encaçapar regularmente a última bola em jogo, do grupo de seu domínio;
b. restar em jogo apenas uma bola, do grupo do considerado vencedor, na ocorrência de suicídio ou falta do oponente;
c. o considerado derrotado cometer duas faltas disciplinares;
d. o considerado derrotado cometer uma falta grave.

ART 12º – Quando retirada irregularmente do jogo, a bola branca à ele retornará em sua marca.

ART 13º – - Salvo nas exceções especificas, voltarão ao jogo as bolas numeradas dele retiradas irregularmente, sendo recolocadas “coladas” no ponto central da tabela imediatamente à direita (“de quem retira”) da caçapa em que foi convertida. Quando forem lançadas para fora do campo de jogo, retornarão em igual posição, na tabela superior.

ART 14º – Quando retornam simultaneamente ao jogo mais de uma bola numerada, será recolocada primeiro a de menor valor numérico, e as demais, em ordem crescente, serão colocadas “coladas” à anterior, sempre pelo lado direito. Aquelas de colocação impossível, pela proximidade de outras bolas, serão recolocadas na mesma forma, invertendo a direção para o lado esquerdo.

ART 15º – A bola convertida que retorna ao campo de jogo pela sua própria impulsão, por imperfeição da caçapa, é considerada como não encaçapada.

ART 16º – Será enquadrado como falta técnica, e não retornará ao jogo, a bola de domínio do adversário que for encaçapada ou retirada irregularmente do jogo.
§ primeiro – Nesse caso não será retirada do jogo uma segunda bola do jogador beneficiado.

ART 17º – Por cometer qualquer falta técnica, o jogador será penalizado com a retirada de jogo da bola de menor valor do grupo de domínio do adversário, que terá ainda uma das seguintes opções:
a. continuar a partida a partir das posições resultantes;
b. passar a tacada ao adversário.

ART 18º – Assim como no suicídio, errar a bola visada e não tocar em nenhuma das bolas em jogo, além das penalidades normais, concede ao adversário a opção adicional de jogar com a branca na sua marca.

ART 19º – Serão enquadradas e penalizadas respectivamente;
A) como falta técnica: as faltas previstas como tal nestas regras, cometidas em jogo e originadas por imperícia, incidente ou desatenção não intencional às regras e desprovidas de dolo ou malícia.
§ primeiro – pena: as previstas nas regras.
B) como falta disciplinar:
1) perturbar intencionalmente o adversário, árbitro, auxiliares, dirigentes, comissários ou assistentes, mesmo que com simples perguntas, se inadequadas e não pertinentes;
2) dialogar com pessoas não envolvidas diretamente com o jogo, mesmo que para assuntos particulares, salvo quando autorizado previamente;
3) deliberada e intencionalmente praticar jogada dolosa, buscando obter benefício ilícito e/ou proporcionar dificuldades indevidas ao adversário;
4) interromper ou retardar intencionalmente e sem motivo justo a própria tacada ou a do adversário;
5) deixar o ambiente do seu jogo sem autorização do árbitro;
6) comportar-se e/ou posicionar-se em torno da mesa, de maneira que perturbe ou atrapalhe intencionalmente a jogada do oponente;
7) entre partidas e/ou após encerramento de jogo, manipular ou dar tacadas em bolas, por qualquer motivo e
8) demorar excessivamente, além de tempo considerado normal, para executar sua tacada.
§ segundo – pena:
1) na primeira ocorrência, enquadramento como falta normal de jogo (técnica);
2) na reincidência, perda do jogo;
C) como falta grave:
1) praticar ato e/ou comportamento que venham ferir a ética ou moral de entidades ou terceiros;
2) agredir fisicamente ou oralmente qualquer pessoa ou entidade.
§ terceiro – pena: perda do jogo

ART 20º – Na ocorrência de falta disciplinar “provável”, de evidência não marcante, é facultado ao árbitro praticar uma advertência informal, sem aplicação de penalidades, se assim o julgar coerente e conveniente.

ART 21º – São enquadrados como falta:
a.executar tacada usando qualquer objeto ou parte do taco que não seja a sua sola;
b.a tacadeira não tocar primeiramente em uma bola do grupo de domínio próprio, evidente ao árbitro ou cantada;
c.suicidar (encaçapar a tacadeira);
d.conduzir a tacadeira (“carretão”);
e.tocar na tacadeira mais de uma vez (“bitoque”);
f.tocar ou movimentar indevidamente qualquer bola, de qualquer maneira, exceto pela tacada na branca;
g.salvo na saída, não tocar primeiramente na bola cantada ou evidente;
h.jogar sem ter algum contato com o solo;
i.jogar com qualquer bola ainda em movimento;
j.jogar com a tacadeira fora da sua marca, na saída ou quando ela retorna ao jogo;
k.lançar qualquer bola para fora do campo de jogo;
l.usar bola numerada para a tacada;
m.intencionalmente provocar um “salto” em qualquer bola;
n.praticar falta disciplinar e/ou falta grave;
o.não existindo evidência ao árbitro, converter bola não cantando previamente:
1.a bola e a caçapa visadas;
2.os repiques e/ou toques em tabela para obter desvios das bolas.

ART 22º – As faltas por “bitoque” e/ou “carretão”, além das penalidades normais, serão agravadas colocando a bola visada “colada” no ponto central da tabela superior, quando não for encaçapada.

ART 23º – Não haverá falta quando uma bola “colada” à tacadeira se movimentar sem toque, por defeito da mesa ou tecido.

ART 24º – Nas faltas que originem toques e movimentos indevidos em bolas, estas permanecerão nas novas posições.

ART 25º – Ocorrendo movimentos involuntários e/ou toques em bolas, provocados por acidentes e/ou fatores estranhos ao jogo e que não originem faltas, o árbitro voltará as bolas movimentadas às suas posições originais, o mais fielmente possível, mesmo que encaçapadas, e o jogador repetirá a tacada anteriormente pretendida.

§ único – Se for impossível a recolocação das bolas nas suas posições originais aproximadas, a partida será considerada nula e reiniciada sem penalidades, prevalecendo a decisão do árbitro.

ART 26º – Se, por vibração ou interferência estranha ao jogo, vier a ser convertida a bola que permanecia parada na “boca de caçapa”, ela será recolocada na posição original, o mais fielmente possível, e o jogador ativo prosseguirá na sua ação.

ART 27º – É proibido colocar ou fazer qualquer marca na mesa ou campo de jogo, ato enquadrado como falta disciplinar.

ART 28º – Exceto com o seu próprio taco de jogo em uso, é proibido usar objetos e/ou bolas fora do jogo para “medir” ou calcular espaços no campo de jogo.

ART 29º -É proibido o uso e porte de cigarro, acesos ou não, durante as jogadas. Nas tabelas das mesas será permitido a colocação do giz para solas, apenas do jogador em ação.